
Este texto vai ser curto e cheio de axiomas. Como o é o maravilhoso Popstar, de Tinashe.
O melhor álbum pop de 2026. Ou, pelo menos, o melhor vindo do “mundo ocidental” – o balanço do K-Pop do ano ainda está por ser feito.
Tinashe entrega seu melhor conjunto de canções até aqui com beats que reverberam o melhor que vem sendo feito no pop nos últimos anos. Glitches de hyperpop, dubstep, bass, e várias outras “camas”, sempre embrulhando a performance “R&B alternativa” da artista. Desta vez acredito que ela até escape um pouco disso, com versos curtos e matadores, como em Brainrot. Uma música que traduz o conceito musicalmente de uma forma irretocável.
Popstar é um disco muito equilibrado. A transição entre as (perfeitas) Too Easy e Melatonin já escancaram como o álbum pode ser fluído e envolvente, sem perder um senso meio cronista. Tinashe conta histórias contemporânea, mergulha em sonoridades contemporâneas e faz tudo isso com uma certa unidade. Isso é difícil e legal de ouvir (quando tão bem feito, claro).
Sei que vão pensar que eu não tô nem aí pro pop, etc. Têm razão. Mas 2026 tem sido um bom ano para esse “pop alternativo” que Tinashe encarna, e que também ouvimos em grandes álbuns como os de Slayyyter e underscores (e em tantos coreanos).
O “brainrot elegante” de Tinashe é irresistível. E merece nossa rarefeita atenção.
Ps- a crítica já caiu babando neste disco. Mas não sejam rancorosos demais. Às vezes ela acerta.



