
Além de “The Final Countdown”, o Europe também teve outros hits no fim dos anos 80 que deixaram gerações hipnotizadas com a energia sueca que a banda injetava no que se entendia por hard rock. Entre eles, existia uma balada musculosa que ajudou Joey Tempest e seus amigos a levar o terceiro disco do grupo ao Top 20 da Billboard 200 em 1986: “Carrie”.
Quarenta anos depois, a quase 11.000 quilômetros de Estocolmo, uma releitura em altíssimo nível realizada pela dupla Edson&Hudson revive o clássico com as devidas credenciais técnicas. Os dois, que já haviam tocado “Love Hurts” do Nazareth em Barretos, despertaram o furor para uma versão Lovy Metal tupiniquim.
O clamor é justificável pela entrega que respeita o original quase em sua totalidade, com a diferença de ser executada e produzida pela perspectiva brasileira. A performance aproxima mundos que não são tão separados assim em sua essência: o country e o sertanejo raiz, unindo folk e blues com modas de viola plugadas resultam no hard rock melodioso.
É bem provável que mais bandas de rock nasçam dessa homenagem do que duplas e isso nos faz lembrar de outro estilo que fez mais pelo rock do que ele próprio: o rap. Entre atitude e posicionamento, a bandeira de um estilo segue tremulando por outras nações mas isso não afasta, pelo contrário: mostra que está vivo na forma de influenciar.
Procure um isqueiro a acenda enquanto saboreia essa homenagem à Suécia direto do interior de São Paulo.
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