Helldson e Hudson mantêm o rock respirando em meio à suposta poeira do estilo

Cover de Carrie feito pela dupla influencia mais bandas de rock do que os grupos que são originalmente da cena

Fabrizio Toniolo

Além de “The Final Countdown”, o Europe também teve outros hits no fim dos anos 80 que deixaram gerações hipnotizadas com a energia sueca que a banda injetava no que se entendia por hard rock. Entre eles, existia uma balada musculosa que ajudou Joey Tempest e seus amigos a levar o terceiro disco do grupo ao Top 20 da Billboard 200 em 1986: “Carrie”.

Quarenta anos depois, a quase 11.000 quilômetros de Estocolmo, uma releitura em altíssimo nível realizada pela dupla Edson&Hudson revive o clássico com as devidas credenciais técnicas. Os dois, que já haviam tocado “Love Hurts” do Nazareth em Barretos, despertaram o furor para uma versão Lovy Metal tupiniquim.

O clamor é justificável pela entrega que respeita o original quase em sua totalidade, com a diferença de ser executada e produzida pela perspectiva brasileira. A performance aproxima mundos que não são tão separados assim em sua essência: o country e o sertanejo raiz, unindo folk e blues com modas de viola plugadas resultam no hard rock melodioso.

É bem provável que mais bandas de rock nasçam dessa homenagem do que duplas e isso nos faz lembrar de outro estilo que fez mais pelo rock do que ele próprio: o rap. Entre atitude e posicionamento, a bandeira de um estilo segue tremulando por outras nações mas isso não afasta, pelo contrário: mostra que está vivo na forma de influenciar.

Procure um isqueiro a acenda enquanto saboreia essa homenagem à Suécia direto do interior de São Paulo.


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