
A música mais extensa de New Racehorse, novo álbum do quinteto australiano media puzzle tem dois minutos e vinte e um segundos. Isso é um bom resumo para um disco de 23 minutos, mas que se segura bem em seu propósito ao longo de suas 12 faixas.
Feita a matemática, vale dizer que a banda liderada por Tom Peter, guitarrista e multi-iinstrumentista soube fazer um disco divertido, com um som despretensioso, mas que remete a bons momentos de Devo (irresistível comparar), Beck e até Flaming Lips, embora o som do media puzzle seja um pouco mais “direto”.
O riff que abre o disco, na irônica Knowledge, quase nos leva a imaginar que vá ouvir uma versão de Day Tripper, mas a onda aqui é totalmente outra. Se podemos rotular, talvez seja pós-punk (esse cabide onde se pendura tanta banda) com elementos lo-fi.
Bons momentos do disco surgem no desenrolar das harmonias, com sons de sintetizador e trompete entremeando as texturas de guitarras e a bateria sequinha, tocada por Oli Clarke.
Antes de New Racehorse, a banda havia lançado três outros álbuns no intervalo de menos de um ano, e talvez isso explique o caráter veloz e urgente adotado por eles. Há muito a se dizer, e talvez haja muito pouco tempo.
*o nome da banda foi inspirado em um cavalo vencedor da Melbourne Cup de 2002, e isso explica um pouco a fixação de Tom Peter por equinos em títulos dos discos e de algumas músicas.
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