OK! OK! (Não, este Nelson não é o Rubens)

Se tem uma coisa que deu o que falar em 1990 foi o After The Rain.

Pantene patrocinaria essa capa

Não é fofoca, mas é farofa. E no fim dos anos 1980, todo mundo ainda estava falando bastante dessa estética hardrockiana. Vivendo como se o futuro não existisse (estavam certos), as bandas abusavam dos limites do corpo, do instrumento e da própria imagem com a desculpa da arte traduzida em trilhas sonoras para a conservadora posteridade.

Deu tempo para o Nelson pegar um lugar espaçoso nesse trem do glam estético, com guitarras envolventes e cabelos sedosos que misturavam o perfume com a transpiração das casas de show, enquanto uma geração aprendia a decorar os clássicos que lhes acompanhariam pela entediante vida adulta que chegaria assim que a faculdade e o dinheiro acabassem.

After the Rain saiu quase que na transição desse período de caos aceitável e já meteu a boa e velha platina dupla, gerando um single #1 com “Can’t Live Without Your Love And Affection” e permanecer nas paradas por mais de 60 semanas. É tempo.

Claro que não dá pra falar dos irmãos gêmeos Matthew e Gunnar Nelson, sem mencionar seu pai, o lendário Ricky Nelson que se tornou popular na década de 1950. A diferença é que eles escolheram seguir um estilo com mais fogos de artifício e salão de beleza que o velho Ricky.

Outro ponto que contribuiu para a ascensão dos anjos prateados foi a oportunidade de trabalhar com o produtor Marc Tenner, conhecido por sua contribuição com Aerosmith e Madonna e também por criar trilhas no cinema como o favorito do jovem adulto com curativo no coração, O Casamento do Meu Melhor Amigo.

O que Nelson Rubens diria sobre o volume desse disco?
Eu aumento mas não invento.

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