Toda rosa tem lá seus espinhos

Uma balada sempre pode mais do que apenas fazer isqueiros e telas de celular se acenderem

Deixa o Gene Simmmos ver isso

Um meteoro vindo Sunset Strip explodia nos ouvidos de todos aqueles que eram obrigados a se render ao glam rock e seus apetrechos estéticos coloridos no final dos dourados anos 80. Entre vários grupos da cena de LA, um tal de Poison escalava os degraus do sucesso com o segundo disco da carreira da banda, Open Up and Say… Ahh!

Para a formação de caráter todo fã desse estilo, o material é, evidentemente, indispensável. Por mais que a grande maioria dos ingredientes presentes no disco também pudesse ser encontrada com certa facilidade em outros álbuns de grupos semelhantes, os veneninhos foram competentes na criação de uma identidade própria. Aí ficou fácil para levar os hits grudentos e dançantes para a boca do povo, que vivia aberta pra todo tipo de coisa.

Porém, não foram as canções animadas, com solos alucinantes e refrões estridentes que alcançaram o topo das rádios. Composta pelo vocalista Bret Michaels, que, além de cantor também teria sido o suposto pivô da separação dos pais de Miley Cyrus (Deus do céu, qual a relevância desse tipo de informação?), a pedrada que virou queridinha do FM foi a indefectível “Every Rose Has Its Thorn”.

Claro, todos os grupos tinham suas músicas mais lentas naquele período, mas essa faixa trouxe aquela atmosfera necessária para o grupo se sustentar muito bem após um, digamos, problemático debute.

Talvez eles soubessem secretamente que rosas fariam sucesso. Ainda mais quando se uniam a armas. Mas isso é outra banda.

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