
Incrível pensar que a bem-sucedida franquia de metal sinfônico do pequeno gênio Tobias Sammet poderia se enriquecer ainda mais com novos elementos e se transformar num capítulo ousado, abandonando de leve o metal melódio para dar aquela passeada gostosa pelo Hard Rock e adjacências.
Em The Scarecrow, lançado em 2008, o terceiro disco do projeto Avantasia impressionou pela sonoridade e pelos novos convidados. Desde os primeiros álbuns, o idealizador e vocalista do Edguy já havia reunido um poderoso grupo de músicos: André Matos, Michael Kiske, Alex Holzwarth, Sascha Paeth, Sharon den Adel, entre outros.
Porém, aqui alguns artistas debutaram e eles certamente foram a razão dessa nova face do supergrupo. Começando pela bateria, que tinha no comando das baquetas ninguém menos do que o espetacular Eric Singer. Inclusive, ele foi o responsável pela participação de outro astro do rock no disco, o vocalista Alice Cooper.
Além deles, temos também a voz que acabaria sendo cativa nos shows: o inconfundível Jorn Lande e seu drive de arranha-céu. Junto do norueguês, um certo alemão famoso nas seis cordas do Scorpions ingressou na jornada, o carismático Rudolf Schenker.
Liricamente a história do álbum gira em torno de um compositor do século XIX. Rejeitado por seu grande amor, ele experimenta a ascensão e a queda de um artista, o doce sabor da fama e o amargo gosto da solidão, lentamente enlouquecendo e sentindo-se afastado de seus iguais, exatamente como o espantalho do título — que também é retratado na ilustração da capa do disco.
É uma viagem de muito bom gosto por onze faixas viciantes, encerrando com a até hard rock pop “Lost In Space”, que mostra a capacidade de Tobias de criar hits acessíveis.
E este novo direcionamento não ficou só no The Scarecrow. Ele foi apenas o início de uma trilogia belíssima, que pode ser conferida nos discos seguintes The Wicked Symphony e Angel Of Babylon.
Se todos os espantalhos fossem tão maravilhosos quanto este…
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