
O prog tem seus vícios do estilo que podem aproximar ou afastar o fã de rock tradicional. Como seria possível equilibrar a virtuosidade fluente com musicalidade original dentro de um conceito tão padronizado?
Em três músicas, o Myrath respondeu. Na verdade, é uma resposta que acontece desde 2007, no lançamento de Hope e foi ficando mais sólida e hipnotizante com o tempo. O toque oriental das composições coloca a banda num lugar distinto e capitaliza seus poderes expandindo essa peculiaridade dentro de um som apoteótico, performático e cinematográfico.
Os três atos disponíveis para 2026 deixam claro que o elemento tunisiano-francês aliado à atmosfera arábica promovem uma catarse compreensível logo de cara, na gigantesca “The Funeral“. E mesmo após escutar “Until The End” com a maravilhosa Elize Rid do Amaranthe e a balada nível ouro de envolvimento “Soul Of My Soul”, fica difícil imaginar como as outras 7 músicas poderão superar o nível de grandiosidade técnica e artística desse início.
Não é exagerado pensar que a cereja desse bolo de dupla nacionalidade ainda não tenha sido revelada, ainda mais quando olhamos o disco como um produto sequencial. Na maioria das vezes, canções fazem mais sentido se conectando umas as outras, nesses épicos que o gênero adora criar. Com o Myrath, não será diferente.
Enquanto Wilderness Of Mirrors não chega, já dá pra ter uma ideia da obra irrresistível que conheceremos em 26 de abril.
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