Um dia repleto de vazio para a música

O falecimento de Brian Wilson deixa um vazio na história da música, somente preenchível pelo legado que deixou, que devemos celebrar.

Brian Wilson, líder e cofundador da banda Beach Boys, morreu aos 82 anos. A informação foi confirmada pela família do músico nas redes sociais.

Mas Brian não era apenas um músico. Brian Wilson era A MÚSICA, materializada em uma pessoa, e por ser esta personificação da música, ser uma pessoa era uma tarefa secundária e muito difícil para ele. Neste sentido, nossa referência sobreviveu ao longo destes anos todos, graças ao suporte e amor que teve de sua segunda esposa, Melinda Ledbetter, que o salvou das mãos de um terapeuta extremamente abusivo, Eugene Landy, e esteve ao lado de Brian até janeiro de 2024, quando faleceu.

Por ser quem foi, é difícil classificar Brian Wilson como baixista ou tecladista, dois instrumentos que ele tocou nos Beach Boys e em seus trabalhos solo, já que o que o que o caracterizava era ser um diretor musical, criativo e obcecado (o que, obviamente, afetou sua saúde mental).

Dimensionar a importância dele para a música é impossível, mas dá para sintetizar que sequer os Beatles teriam o tamanho que tiveram se não fosse por terem a sombra de Brian Wilson, que em sua obsessão travou uma – ressalte-se – respeitosa disputa com a banda em busca de superação a cada trabalho lançado pelos britânicos.

O fato é que Brian Wilson remodelou a forma de se criar música a partir do momento em que resolveu se concentrar na produção musical, gravando com músicos de estúdio enquanto os Beach Boys excursionavam, fazendo algumas inserções com a própria banda nos intervalos das turnês. Disso saíram pelo menos dois clássicos: Pet Sounds e o inacabado Smile.

Aqui no Silêncio no Estúdio, você pode esperar, serão publicados muitos textos inspirados no legado de Brian. Por hoje, em homenagem ao mestre, seguimos ouvindo Pet Sounds do início ao fim.


Ouça o episódio #141 – Lendas da Música – Brian Wilson: