
Ainda não dá, e talvez nunca dê, para calcular o tamanho da lacuna que ficará com a perda que tivemos em 2025, um ano que já nos levou ícones como Brian Wilson, Marianne Faithfull, Ace Frehley e Ozzy Osbourne, entre outros.
Quando pensamos em Lô Borges, é inevitável que nos encaminhemos, mesmo que mentalmente, para a famosa esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, coisa que o próprio cantor e compositor também fazia questão de propagar desde sempre em sua obra.
Ao contrário do amigo e irmão Milton Nascimento, que vem ao longo dos anos reduzindo o ritmo até a sua aposentadoria e nos prepara para sua despedida com serenidade, Lô acabou por nos surpreender com sua partida. O artista vinha em uma fase muito produtiva de seu trabalho, lançando discos ano a ano e deixando coisas prontas, que devem ser lançadas em breve. Havia a previsão de um disco com letras de seu principal parceiro em letras, o irmão Márcio Borges, outro em continuidade da parceria que se estabeleceu em Tobogã (2024), com a letrista Manuela Costa, e um disco inteiro com músicas e letras do próprio Lô, fato inédito em sua obra.
O fato é que Lô nos deixa com muitas lembranças bonitas, entre a doçura de canções e entrevistas, todas elas muito significativas de um trabalho produzido com amor. Em homenagem a sua obra, fizemos no ano passado um Raio-X sobre sua estreia solo, o famoso disco do tênis, que mostra um jovem artista em busca de conhecer a si mesmo, e o impacto desta obra em tudo que foi feito por ele e por quem o amava.
Em 2025, Lô Borges lançou seu disco Céu de Giz, no qual convidou Zeca Baleiro para escrever as letras e cantar algumas das canções.
Ouça Céu de Giz na sua plataforma favorita (ou menos detestada)
Ouça o Raio-X sobre O Disco do Tênis, de Lô Borges:



