Ainda precisamos do The Calling?

Alex Band e cia. tentam provar que os anos 2000 não foram suficientes para contar toda a hstória de uma geração

À medida que os cabelos brancos ganham protagonismo e a lombar vira limitação para atividades físicas de alto impacto, os sobreviventes do ano 2000 e pouco sempre estão à mercê de alguma faísca sonora que os transporte para seus dias dourados.
A máquina do tempo da vez coloca essa geração na rua Camino Palmero que, imediatamente entende qual é o chamado. Do grego, chamady. Do inglês, The Calling.

Alex Band, Daniel Damico e Dom Liberati saem da internet discada e MTV ligada o dia inteiro para um mundo em que as pessoas enriquecem massoterapeutas na esperança de curar dores crônicas no pescoço de tanto olharem o celular e uma corrida de inteligência artificial que tornará a água mais rara que uma música boa do Terno.

O single “Dust” tem a temperatura de vinte anos atrás, com um arranjo de guitarra que lembra até um pouco de “The Reason”, do Hoobastank, mas conforme vai crescendo, acaba por desaguar na fórmula que consagrou os meninos de Los Angeles com “Wherever You Will Go” e “Adrianne.”

Before The World Turns To Dust, o terceiro disco da banda, responderá à pergunta feita no título desse artigo? Depende de quem vai escutar. A turma de 2000 sempre precisa de quem esteve com eles na época. Principalmente na música.

Talvez não lidere a Billboard por 23 semanas seguidas, mas funciona como um resgate irresistível de tempos pós-analógicos.


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