
Os australianos do AC/DC não sentem o menor pudor em entregar exatamente o mesmo som desde a sua fundação. Para muitos, é isso que faz com que eles continem sendo expoentes lendários do rock. Essa fórmula não funciona pra qualquer um, claro. É preciso muito poder e identidade para colocar todos os ovos na mesma cesta de riffs sem parecer previsível/enjoativo.
Aí vem o Alter Bridge em seu oitavo disco e diz: “Ok. Também temos a nossa fórmula pós-Creed que nos licencia a criar uma unidade de som característica”. A diferença é que, felizmente, a regra não está cravada na pedra e os elementos servem apenas como guia para novas músicas. Dá pra chamar de novo sem medo de parecer mais do mesmo — algo raro para bandas experientes, com família formada e todos os planos de saúde pagos.
O álbum homônimo não tem a pretensão de reinventar o som da banda mas puramente aperfeiçoar aquilo que já faziam bem. Isso se vê claramente na faixa que encerra o disco, num épico de nove minutos que faria Mike Portnoy abrir aquele sorriso de boca. E nem é pela virtuosidade, mas pelo peo e pela intensidade. “Slave To Master” é o resultado de quem escolhe pegar o confortável e colocar um tempero de maturidade sem soar pretensioso.
O AB aglutina esferas do grunge inconformado, bebe uns goles de Zeppelin e entrega uma versão evoluída do que o rock clássico deveria ser.
Daria pra ficar apenas em Back in Black? Daria.
Mas eles quiseram melhorar o bom e ficou ótimo. Isso explica o disco ter o nome de quem o fez acontecer.
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