Sobre listas de fim de ano

Com o fim de 2025 se aproximando, olhei para trás e revisitei antigas listas pra entender como posso sempre melhorar.

Ano chegando ao fim e já estamos aqui quebrando a cabeça na lista de melhores de 2025. Acompanhando nossos posts de lançamentos da semana dá pra se ter uma ideia geral do que saiu no ano, mas escutar com calma e deixar a música nos emocionar faz parte do processo de seleção dos discos mais legais do ano.

O mais interessante de ter essas listas que criamos aqui no Silêncio no Estúdio é revisitar de tempos em tempos pra tentar sentir o que segurou a onda e o que acabou caindo um pouco no conceito. Então hoje vou fazer uma pequena reflexão de alguns dos discos que coloquei na minha lista de 2024, até pra me ajudar nos critérios para 2025.

O que realmente segurou a onda?

Geordie Greep – The New Sound: Esse foi o disco que escolhi como melhor de 2024 e ele ainda segura demais. Vira e mexe coloco pra ouvir e ainda consigo escutar em loop músicas como Holy Holy e As If Waltz. Como escrevi na minha mini resenha, o The New Sound tem um pouco de Frank Zappa, samba, musical da Broadway, jazz, baião, fusion, rock, Mr. Bungle, Steely Dan, J-Rock e muito mais. Tem muita malemolência, irreverência e criatividade.

Blood Incantation – Absolute Elsewhere: O disco que parece o Pink Floyd da época do Atom Heart Mother tocando Death Metal ainda segura demais a onda. Estou curioso demais em poder ver essa galera ao vivo. Vamos ver se ainda consigo. Muito boa banda.

Vola – Friend of a Phantom: Uma das melhores surpresas de 2024 pra mim ainda segura demais a onda. Escuto esse disco sempre que posso. Além da capa ótima, o disco é excelente. O Vola soa como se o Katatonia tivesse um “filhote” com o TesseracT, mas com toques dos sintetizadores do CHVRCHES.

Aqui vão mais alguns discos que acho que seguram demais ainda:

  • Soccer Mommy – Evergreen
  • Poppy – Negative Spaces
  • Erra – Cure

O que não dei o devido valor?

Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: O disco me pareceu consistente dentro da carreira ainda curta da Billie, mas depois de ouvir um pouco mais durante 2025, acho que ele deveria ter aparecido na minha lista bem mais pra cima. Eu, que gostei tanto do Happier Than Ever, hoje acho o Hit Me Hard and Soft melhor.

Charli XCX – brat: Não fui um brat inicial, talvez ainda não seja, mas o disco é realmente um marco para 2024. Ficou de fora do meu top 20. Acabei somente citando como disco pra se dar play e conferir. Não me emocionou na época, mas hoje entendo bem mais o fenômeno.

Vamos ver os erros e equívocos que vou cometer na lista de 2025.

Ainda que a gente possa mudar de ideia.


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