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	<title>stereolab Archives - Silêncio no Estúdio</title>
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	<description>Paixão com informação e diversidade musical. Lançamentos, Resenhas, Clássicos, Notícias, Novidades e Podcast.</description>
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		<title>Melhores Discos de 2025 (por Vinícius Cabral)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinícius Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A segunda lista de melhores discos de 2025 do Silêncio no Estúdio está no ar. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><em>ENFIM, NOVIDADES!</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os anos falamos por aqui sobre como as coisas ficaram feias pro lado dos músicos, produtores e fãs de música em geral. Ano passado nossa inquietação era refletir sobre o suposto “fim da música”, enquanto mostravamos diversas alternativas para manter a paixão viva e não deixar a música morrer de fato. Pois essas alternativas começam a ser colocadas em prática, e com muita destreza. Seja por bandas já maiores, como <em>Turnstile</em>, seja por iniciantes e não menos incríveis (como <em>Geese</em>), a palavra de ordem tem sido ocupar novamente o espaço dos palcos (e das ruas). O público agradece, e deixa as telas de celular de lado para engrossar as fileiras de shows espontâneos e catárticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso se reflete nas cenas locais, que saem dos aparelhos para começar a viver com todo o gás. É isso que explica tantos lançamentos nacionais interessantes, da parte de bandas muito pequenas, com bases de fãs regionais. As coisas de fato estão mudando para melhor. Lentamente, mas estão mudando.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, o <em>rock</em> não apenas voltou, como venceu. Bandas como <em>Candelabro</em>, <em>Geese</em>, <em>Wednesday</em>, <em>Deafheaven</em>, <em>Horsegirl</em> (e tantas outras) não só renovam estilos antigos, como fazem a energia rebelde e jovem do <em>rock</em> ganhar uma conformação quase que inédita. Não que nenhuma delas (re)invente a roda – isso é impossível. Mas a forma como <strong>vivem</strong> o bom e velho rock nos faz acreditar que ainda há espaço, sim, para interpretar a velha angústia do gênero de formas tão singulares que chegam a soar inovadoras. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No universo do <em>pop</em>, o de sempre: a hiper aceleração do consumo fútil e irrelevante em um <em>flood</em> absurdo de lançamentos – quase sempre duvidosos. A estratégia “<em>brain rot</em>” de artistas dominantes globalmente (como a “loirinha”) tem dado o que falar, embora ninguém aguente mais ouvir – a música e o blá-blá-blá acessório. Por trás de todo o burburinho, o que de fato sobra, a não ser lixo, impulsionado pelo “<em>AI Slop</em>” que soterrou a web? Se, assim como a gente, você quer continuar se apaixonando por música (realmente) nova e humana, debater sobre gêneros, novidades, hibridismos e tendências alternativas, você já sabe que o seu lugar é com o Silêncio no Estúdio, nesta sequência de <em>posts</em> de nossos melhores do ano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha lista vai como homenagem a algumas das grandes perdas de 2025: <em>Lô Borges, Jards Macalé, Angela Rô Rô, Brian Wilson. </em>A música nunca mais será a mesma depois que vocês passaram por este plano.  </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>BREVES NOTAS SOBRE UMA GRANDE LISTA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vou começar chutando a porta. 2025 é o melhor ano da década, musicalmente falando. Isso exigiu duas mudanças na minha lista. A primeira, é que passei de 20 para 25 álbuns: 15 menções honrosas, e o tradicional Top 10. A segunda, é que dei notas. Sou contrário a essa metodologia (que considero arbitrária), mas foi importante para que eu conseguisse <em>rankear</em> direito as coisas, especialmente no Top 10, concorridíssimo. Sem mais delongas, segue minha lista dos 25 melhores álbuns de 2025. </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>TOP 25</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>25. <strong>Hesse Kassel &#8211; La Brea</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10.jpg" alt="" class="wp-image-153551838" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10.jpg 1200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10-1024x1024.jpg 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a0867400648_10-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A banda estreante chilena já chega com os dois pés na porta, em um álbum que, por falta de definição melhor, trafega por um “<em>post rock progressivo</em>” bastante inspirador. Com bases instrumentais longas e imersivas e vocais declamados, a banda bebe do melhor de algumas de suas (claras) influências gringas, como <em>Black Country, New Road</em> e <em>Swans</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 7.5</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>24. <strong><strong>Jane Remover &#8211; Revengeseekerz</strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10.jpg" alt="" class="wp-image-153551842" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10.jpg 1200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10-1024x1024.jpg 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3554352334_10-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em “pós” qualquer coisa, <em>Jane Remover</em> parece ser sua síntese. É <em>trap</em>, <em>house</em>, <em>techno</em> e <em>hyperpop</em> – mas, ao mesmo tempo, não é nada disso. Em um disco de <em>beats</em> fortes, pesados e provocativos, <em>Remover</em> nos indica novos caminhos, dos escombros de estilos reverenciados nos últimos tempos (ps: obrigado a nossa apoiadora Márin pela dica!). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 7.8</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>23. <strong><strong>Marilina Bertoldi &#8211; Para Quien Trabajas Vol. 1</strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1.jpg" alt="" class="wp-image-153551869" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/3f73fe496d840b35c54dcea7b468b5fd.1000x1000x1-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender uma certa fixação argentina pelo <em>synth pop</em>, é necessário, antes, entender a relação que eles estabelecem com o gênero em função do trabalho de <em>Charly García</em>. Em seu novo disco, <em>Marilina</em> enfia os dois pés no legado do mestre, seguindo a <em>vibe</em> de suas canções mais roqueiras dos &#8217;80s (como <em>Demoliendo Hoteles</em>), enquanto advoga ironicamente pela volta do <em>rocanrol</em>; &#8220;<em>voltem atrás, o trap morreu</em>&#8220;, canta a artista. Provocativo, necessário e divertido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>22. <strong>Panda Bear &#8211; Sinister Grift</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551871" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f26f047c468091911253b7bb176f4959.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Disco que merecia um pouco mais do que recebeu este ano, em função do histórico magnífico do artista e da forma arrojada como este envolve <em>dub</em>, <em>ambient</em> e <em>indie</em> de forma orgânica em seu novo disco. É, na realidade, o melhor trabalho do artista em muitos anos, com destaques magníficos como <em>Praise</em> e <em>Defense</em> (com <em>Cindy Lee</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.2</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>21. <strong><strong>FKA Twigs &#8211; Eusexua</strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551873" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/54e35454becf8280b88a95156fe3050a.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outro que merecia ter ido melhor nas listas de fim de ano. O <em>pop</em> experimental de <em>FKA</em> assume uma forma mais dançante, com pérolas como <em>Girl Feels Good</em> e <em>Room of Fools</em>. Talvez o disco tenha se perdido com as versões alternativas que a artista lançou no final do ano, na (péssima) estratégia de <em>floodar</em> pra se manter em &#8220;relevância&#8221;. Mas, se focarmos no disco original, fica clara a potência. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.3</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>20. <strong><strong>Deafheaven &#8211; Lonely People With Power</strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1.png" alt="" class="wp-image-153551877" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/94bf5f0513b91b23635102e7be79bb25.1000x1000x1-1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O disco novo da <em>Deafheaven</em> caiu nas tags de &#8220;<em>metal experimental</em>&#8220;, ou &#8220;<em>ambient black metal</em>&#8220;. De fato, para entrar numa lista minha, o álbum precisa disfarçar o metal com outras influências e hibridismos ousados. É o que ocorre aqui. Há até uma influência <em>pós-punk</em> (como em <em>Heathen</em>). No mais, é um disco denso e pesado, com clássicos instantâneos como <em>Magnolia</em> e <em>Amethyst</em>. <em>Lonely People With Power</em> parece conjugar o peso do metal com traços do <em>indie</em>, realizando de forma bem mais competente (ao menos este ano) o que <em>Turnstile</em> propôs a partir do <em>Hardcore</em> (e que, pra mim, já deu o que tinha que dar). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.3</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>19. <strong>Amaarae &#8211; Black Star</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551879" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/38718082883910f0e9444b0190ac21e4.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A artista ganesa-americana entrega um disco dançante e ousado (impossível ficar parado com canções como <em>Kiss Me Thru The Phone pt 2</em> e <em>S.M.O</em>). A obra traz uma espécie de <em>afrobeat</em> eletrônico com mil outras influências e misturas (inclusive com <em>funk brasileiro</em>). Um pouco fora da minha alçada, mas um excelente representante de certa tendência eletrônica dançante (bastante criativa) que marcou o ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.3</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>18. <strong>billy woods &#8211; GOLLIWOG</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551883" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2fd88bc92464e17764fd9b8b30015471.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">É certo que não foi um dos anos mais memoráveis para o <em>hip hop</em>. Mas tivemos, dentre outros bons discos, <em>GOLLIWOG</em>; um representante totalmente fora da curva do gênero. Um disco super denso, com um clima geral <em>horrorcore</em>, um impressionante trabalho de <em>samplers</em>, e as letras e <em>flows</em> sempre afiados do artista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.3</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>17. <strong>Juana Molina &#8211; DOGA</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="999" height="999" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1.jpg" alt="" class="wp-image-153551885" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1.jpg 999w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/67d8351e224c96b1f40b65ffc6c75ff3.999x999x1-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 999px) 100vw, 999px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Melhor disco do ano para o portal <em>Indie Hoy</em>, <em>DOGA</em> é um dos trabalhos mais livres, criativos e irresistíveis da (já super frutífera) carreira da veterana artista argentina. Com obras primas como <em>siestas ahí</em>, o trabalho foi todo composto e gravado a partir de um processo aberto, que mescla <em>loops</em> e elementos eletrônicos em um conjunto meio &#8220;<em>folk-electro psicodélico</em>&#8220;. A cara de <em>Juana Molina</em>, e uma das marcas também de 2025 (confiram à frente meu texto sobre o álbum do <em>Dijon</em>). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.5</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16. <strong>Lucrecia Dalt &#8211; A Danger to Ourselves</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551888" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/64e0c43910c413232a85f1bca4437eee.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Curioso o novo álbum da artista colombiana estar próximo do de <em>Juana Molina</em> em minha lista. Além de serem parecidos em estilo e processos, <em>A Danger to Ourselves</em> chega a contar com <em>Molina</em> em uma das faixas (num excelente <em>feat</em>.). Mas o disco tem vida própria – e que vida. Avança em relação às ideias do espetacular álbum anterior da colombiana (o maravilhoso <em>Ay!</em>, de 2021), em canções memoráveis como <em>cosa rara</em>, <em>no death no danger</em> e <em>divina</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.6</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>15. <strong>Horsegirl &#8211; Phonetics On and On</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1.jpg" alt="" class="wp-image-153551901" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/e66babb90d2b6cf51c870ee9d0bc21e9.1000x1000x1-1-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">2025 viu um retorno triunfal de certo <em>indie</em> <em>lo-fi</em> meio <em>jangle</em>, de guitarras estraladas e canções cativantes de no máximo 3 minutos. Uma das representantes mais claras desta tendência é a <em>Horsegirl</em>, <em>power trio</em> só de mulheres (com uma rara química de banda colocada à prova). O álbum, produzido pela imparável <em>Cate Le Bon</em>, lembra as experiências de início de carreira da artista galesa, e tem canções irresistíveis, como <em>Julie</em> e <em>Switch Over</em>. Na realidade, o disco é todo irresistível, e merecia mais das listas (inclusive da minha).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.8</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>14. <strong>Oneohtrix Point Never &#8211; Tranquilizer</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551904" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/d3d6211f724d169c604a12b68eac7548.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Como quem não quer nada, <em>Daniel Lopatin </em>(o monstro por trás deste projeto) solta um álbum que, em pleno 2025, tem muito a contribuir para um contexto que eu sempre levanto por aqui: o da &#8220;música de <em>sampler</em>&#8220;. Este ano mesmo refleti sobre o &#8220;gênero&#8221; <a href="https://silencionoestudio.com.br/nunca-foi-vaporwave-sempre-foi-roubo/">neste texto</a>. Com <em>Tranquilizer</em>, o artista parece voltar ao ritmo processual que o posicionou como um dos &#8220;pais&#8221; do <em>Vaporwave</em>, mas com a exploração de novas texturas e métodos; o disco é construído a partir de um <em>pack</em> de <em>CDs</em> com <em>samplers</em> comerciais, que servem de matéria prima para uma verdadeira ópera experimental. Imperdível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.8</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>13. <strong>Stereolab &#8211; Instant Holograms on Metal Film</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1.jpg" alt="" class="wp-image-153551908" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não é segredo que <em>Stereolab</em> é minha banda preferida de todos os tempos. Ao lançarem seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos, era natural que eu parasse tudo para conferir. E o disco não decepciona nem um pouco – realmente só não entrou no Top 10 porque a concorrência ali foi desleal. Canções perfeitas, como <em>Aerial Troubles</em> e <em>Transmutted Matter</em>, embalam um disco que é <em>Stereolab</em> até a espinha. Diga-se de passagem, a banda é conhecida, realmente, por se repetir um pouco – embora isso sempre funcione, porque o que se repete é, justamente, a assinatura inimitável do grupo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.8</em>  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12. <strong>Water From Your Eyes &#8211; <strong>It’s a Beautiful Place</strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551914" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4164e76dba94d5b7497d1dd983423b7e.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de um <em>debut</em> matador em 2023, o duo americano retorna com um disco ainda mais impressionante. Conduzido pelo 1º single (e uma das canções mais absurdas do ano), <em>Life Signs</em>, o álbum traz guitarras desconcertadas, distorções malucas, e experiências super híbridas (como em outro enorme destaque, <em>Playing Classics</em>). Parte da genialidade do disco pode ser conferida a partir de outro exemplar: a canção <em>Born 2</em>. Com <em>riffs</em> pesados (meio <em>Weezer</em>) e progressões totalmente inesperadas, a música parece adotar mil &#8220;caras&#8221; diferentes enquanto se descortina diante dos nossos ouvidos. Baita canção que, assim com as outras citadas, mostram uma banda buscando algo diferente – e chegando a um lugar, realmente, muito singular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.9</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>11. <strong>Candelabro- Deseo, Carne y Voluntad</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551912" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/720bd7120f40e59e69041028c8464f59.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o Chile se aproxima do fascismo na política, no <em>rock</em> independente as coisas andam muito bem, obrigado. A banda mutirão (com 8 integrantes), <em>Candelabro</em>, apresenta também uma espécie de &#8220;<em>post rock progressivo</em>&#8221; (como os conterrâneos da <em>Hesse Kassel</em>). Mas de uma forma totalmente diferente, com sax misturados às guitarras (o que grita pela associação com <em>Black Country, New Road</em>) e um senso harmônico melhor definido – como se ouve nas lindíssimas <em>Tumba</em>, <em>Ángel</em> e <em>Tierra Maldita</em>, dentre outras. Um álbum grande e denso, com uma temática católica (crítica, ok, Rosalía?) e diversos pontos de destaque. A ser melhor degustado nos próximos anos. É bom ficar de olho também nas apresentações ao vivo da banda, sempre impressionantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 8.9</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>10. <strong>Sharp Pins &#8211; Radio DDR</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10.jpg" alt="" class="wp-image-153551922" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10.jpg 1200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10-1024x1024.jpg 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3606888218_10-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Lembram que falei ali em cima de um <em>indie</em> <em>lo-fi</em> meio <em>jangle</em>, de guitarras estraladas e canções cativantes de no máximo 3 minutos? Pois é. O jovem <em>Kai Slater</em>, em sua primeira experiência solo, chega à excelência dessa retomada <em>indie</em> específica, com um álbum que parece <em>greatest hits</em> de banda veterana. Do início ao fim, o disco nos arrebata com um clima extremamente despojado, com timbres de garagem e um senso melódico irresistível. <em>Lorelei</em>, <em>Storma Lee</em> e <em>Race For The Audience</em> são destaques. Mas o disco é bom de cabo a rabo. Sem <em>skips</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>9. <strong>Oklou &#8211; choke enough</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551892" style="object-fit:cover" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2de25935e9415c3d9f9801fc9cd9affc.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em vários sentidos, 2025 é o ano de <em>Oklou</em>. A impressionante artista francesa conseguiu lançar um álbum, ter um bebê, fazer uma apresentação (impecável) no <em>Tiny Desk</em> e sair bem colocada com seu disco em praticamente todas as listas relevantes de melhores do ano. Não sem méritos. <em>choke enough</em> é um disco que traz uma espécie de <em>hyperpop</em> diluído em climas mais etéreos (teve gente que lembrou de <em>New Age</em>), com um senso melódico muito impressionante, e chegando a um lugar muito (mas muito) próprio. Singular e inimitável (este talvez seja o grande mérito do trabalho: uma identidade marcante e intransferível). Além de <em>hits</em> incontestáveis, como <em>obvious </em>e a faixa título, o disco termina com <em>blade bird</em>. Para mim, uma das canções mais lindas da década (e falo com tranquilidade!).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>8. <strong>Juana Aguirre &#8211; anónimo</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551924" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/33ac76047fa790a99717bc543ab72e9a.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com <em>lo_divino</em>, uma das melhores canções do ano e um grande destaque deste lindo álbum, <em>Juana Aguirre</em> meio que resume seu trabalho; uma melodia angelical, irresistível, somada a uma parede de <em>samplers</em> esquisitos (mas rítmicos e pontuais) e um <em>loop</em> de violão. Trata-se de um &#8220;<em>folk-electro</em>&#8221; como o de sua conterrânea (a outra <em>Juana</em>, a <em>Molina</em>)? Não somente. <em>Aguirre</em> parece trafegar por outra tradição argentina, esta mais voltada às melodias. Já escrevi sobre como a artista manifesta este fenômeno em um texto de 2022 (que você pode ler <a href="https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-163/">aqui</a>). <em>anónimo</em> ainda nos oferece mais do que <em>lo-divino</em>, evidentemente. Pedradas como <em>la noche</em> e <em>las ramas</em> constroem um verdadeiro épico de climas fortes e arranjos híbridos exuberantes. Um trabalho que mescla o artesanal e o futurista com uma atenção aos detalhes que é característica dos grandes discos. Não saiu do repeat por aqui em 2025, e ainda ganhou um texto mais elaborado em nosso site (<a href="https://silencionoestudio.com.br/resenha-juana-aguirre-anonimo/">aqui</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.1</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>7. <strong>Nourished By time &#8211; The Passionate Ones</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551932" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee66b6ea781c7f42ecba9e00e7f8325f.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Marcus</em>, o <em>Nourished By Time</em>, é um duplo. É <em>Marcus</em> (seu nome de batismo), e também seu projeto musical, cujo nome se inspira em <em>Guided By Voices</em>. Para quem já ouviu <em>Nourished</em>, a associação pode parecer meio inusitada, já que quase todo mundo classifica seu som como <em>R&amp;B</em> (ou &#8220;<em>post R&amp;B</em>&#8220;, como definido pelo próprio <em>Marcus</em>). Mas a associação de fato existe. O som do projeto de <em>Marcus</em> é quase <em>lo-fi</em> (como o da banda que inspira seu nome), feito com um <em>laptop</em>, um <em>synth vintage</em> e um <em>pack</em> de <em>plugins</em>. Em cima dessa base modesta, <em>Marcus</em> compõe hinos como <em>Max Potential </em>(com uma guitarra de agitar auditórios no refrão), <em>9 2 5</em> e <em>BABY BABY</em>. São canções que realmente soam como um <em>R&amp;B lo-fi</em>: experimental, radical, influenciado (fortemente) por atos de <em>rock</em> alternativo, e com letras sempre muito conscientes (políticas, até). <em>The Passionate Ones</em>, melhor álbum do ano para a <em>Paste Magazine</em>, é de fato uma obra prima. Fica em pé em qualquer momento em que se resolva dar o <em>play</em> – e recomendo fortemente este <em>play</em> caso vocês não conheçam o trabalho do artista de <em>Baltimore</em> (já veterano até nas minhas listas).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.1</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>6. <strong>Dijon &#8211; Baby</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551937" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/26c4320e7c3523f8be6174a7d8628233.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em <em>R&amp;B</em> experimental com traços <em>indie</em>, parece até proposital que <em>Dijon</em> apareça na minha lista logo após <em>Nourished By Time</em>. Mas os dois renovam o gênero de formas (e com resultados) completamente diferentes. Pode parecer exagero dizer isso, mas creio que <em>Dijon</em> avança as experimentações em <em>R&amp;B</em> e <em>soul</em> para além de onde <em>Frank Ocean</em> parou com <em>Blonde</em>. E chega a este lugar não com uma sinfonia<em> lo-fi </em>de quarto (como <em>Marcus</em>), mas com uma sinfonia de <em>big band</em> que, no fim, também soa meio <em>lo-fi</em> pela forma como o artista manipula a instrumentação. É ele mesmo quem disse que queria que o álbum soasse ultrajante, deixando os ouvintes embaraçados, com cada faixa em um volume diferente da outra (por exemplo). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O ultraje se dá, também, quando o artista nos nega uma canção &#8220;fechada&#8221;, como faz na incrível <em>Baby!</em>, que abre o álbum. Baseada em um <em>loop</em> de guitarra, a canção parece fugir desesperadamente de uma estrutura. <em>Dijon</em> manipula uma guitarra tocada, orgânica (com um ruído branco de cabo que nos acompanha do início ao fim) como se fosse um <em>sampler</em>. Conjuga seus <em>samplers</em> com os instrumentos como se tudo fizesse parte da mesma &#8220;massa&#8221; sonora. O resultado é incrível. Quando o artista consegue completar uma canção de forma mais tradicional, como em <em>Yamaha</em>, o produto final, ainda assim, é inusitado – porque mira em <em>Prince</em>, mas acerta em <em>NSYNC</em>, lembrando as &#8220;experiências <em>boy band</em>&#8221; do <em>Brockhampton</em> em 2017 (quem viveu nunca esquecerá!). <em>Dijon</em> é também produtor. Após ter trabalhado este ano com <em>Bon Iver</em> e <em>Justin Bieber</em>, o rapaz parece ter deixado todo o senso de experimentação e risco para seu álbum solo. Ainda bem. <em>Baby</em> é um disco ousado. Irritante, às vezes, por não fazer concessões; suas melhores melodias, como em <em>Rewind</em>, parecem se dissolver nas paredes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda sua proposta parece não ter sido muito bem assimilada pelo público, mas a aclamação crítica do disco (em um momento em que a crítica gringa parece começar a tomar vergonha na cara) atesta que trata-se de um disco que avança. Em um momento em que a música precisa, urgentemente, começar a avançar sem olhar pra trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.2</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>5. <strong>caroline &#8211; caroline 2</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1.jpg" alt="" class="wp-image-153551940" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/6d2af1a8e705f9a901d74ae18c3cda9d.1000x1000x1-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu repetidamente fico refletindo sobre o legado de <em>Animal Collective</em> (e do <em>indie</em> dos &#8217;00s de maneira geral) no atual cenário do <em>rock alternativo</em>. Pois bastam os primeiros acordes de <em>Total euphoria</em>, primeira faixa deste lindo álbum da banda britânica <em>caroline</em>, para identificarmos o tal legado. As guitarras desencontradas, produzindo um &#8220;vai e vem&#8221;, lembram diretamente o <em>Feels</em>. Embora as demais canções do álbum (com acento <em>folk</em>) remetam ao lendário <em>Sung Tongs</em>. Mas a banda inglesa está longe de copiar a influente banda de <em>Baltimore</em>. Busca seus caminhos de uma forma muito particular. <em>Riffs folk</em> no violão se repetem, junto a versos (também em repetição) que parecem funcionar como mantras – é o que se houve nas brilhantes <em>Coldplay cover</em> e <em>Tell me I never knew that</em> (essa com uma participação incrível de <em>Caroline Polachek</em>). O clima todo do disco, com os violões em um <em>Drop D</em> que segura os <em>riffs</em> como uma &#8220;âncora&#8221;, remete levemente também a certo <em>post-rock</em> que tem sido a tônica de muita coisa nos últimos anos. Mas <em>caroline</em> não se filia a nenhuma dessas influências irreversivelmente, uma vez que soa muito única. Canções como <em>When I get home</em> mostram que, para o grupo londrino (formado também por uma penca de gente), a repetição e o clima <em>folk</em> servem como motivos ambientais que tentam subverter melodias icônicas com uma roupagem estranha. Inquietante, às vezes, e super contemporânea. Puta álbum. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.3</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>4. <strong>Wednesday &#8211; Bleeds</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551944" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/83836cc97f8cb36542f22135770ce1a7.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu já fiquei chateado quando, ao rever minha lista de 2023, vi que neguei ao incrível <em>Rat Saw God</em>, da banda <em>Wednesday</em>, o posto de melhor álbum daquele ano. Fico mais chateado ainda agora, ao ser &#8220;obrigado&#8221; a tirá-los do meu pódio com seu álbum seguinte (em muitos aspectos, bem melhor do que o anterior). <em>Bleeds</em> é perfeito. A banda enfia o pé na distorção, com o conjunto de guitarras mais malucas, sujas e desafiadoras que se ouviu o ano todo (o que contrasta lindamente com os temas cada vez mais afetivos e confessionais da compositora e vocalista <em>Karly Hartzman</em>). O disco é quase que silenciosamente marcado por um coração partido. O término de <em>Karly</em> com <em>MJ Lenderman</em> (que ainda gravou guitarras no álbum, mas depois deixou a banda) é uma espécie de combustível. Super inflamável. Que nos transporta de explosões roqueiras impressionantes (como em <em>Townies</em>) para climas mais <em>folk</em>, reflexivos e tenros (como em <em>Eldelberry Wine</em>). Mas não é um álbum sobre términos, especificamente. É sobre perdas, corações partidos, mas também histórias cotidianas – a banda é, acima de tudo, muito regional. E é um disco que atualiza mil linguagens do <em>rock alternativo</em> de uma forma muito rica. Eu já escrevi um pouco <a href="https://silencionoestudio.com.br/resenha-wednesday-bleeds/">aqui</a> sobre como <em>Wednesday</em> conjuga <em>grunge</em>, <em>slacker</em>, e <em>alt-folk</em> de uma forma bastante única. Só o que eu posso acrescentar é que <em>Bleeds</em> talvez não seja o melhor álbum do ano, mas é o melhor disco (especificamente) de <em>rock alternativo</em> do período. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.5</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>3. <strong>Los Thuthanaka &#8211; Los Thuthanaka</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="1200" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10.jpg" alt="" class="wp-image-153551949" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10.jpg 1200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10-1024x1024.jpg 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/a3705354105_10-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Há muito o que eu poderia falar sobre o grande disco de 2025 para a <em>Pitchfork</em>. Muito eu já disse <a href="https://silencionoestudio.com.br/resenha-los-thuthanaka-los-thutanaka/">aqui</a>, em minha resenha sobre o álbum. Ou <a href="https://silencionoestudio.com.br/a-inevitavel-derrocada-do-realismo-pop/">aqui</a>, em uma importante reflexão sobre o lugar da música experimental nos dias de hoje. Mas não vou me repetir. O que posso acrescentar é que <em>Los Thuthanaka</em> é um álbum necessário. Mais do que nunca. Longo, barulhento, cheio de <em>loops</em> que parecem intermináveis, canções que dão viradas completas bem no meio, chiados, ruídos, masterização porca (o disco &#8220;estoura&#8221; o tempo todo) e por aí vai. Em tempos tecnicistas e cheios de critérios estéticos invisíveis (mas sufocantes, porque hegemônicos), trata-se de um disco que manda tudo (e todos) se fuderem. Realiza, com mais destreza, aquilo que <em>Dijon</em> desejava com seu <em>Baby</em>: constrange os ouvintes, com um senso estético impossível de se classificar, e com um despojamento artístico inimitável. É certo que o disco se constrói a partir de ritmos regionais andinos. Mas isso está longe de ser uma amarra, uma vez que, em cima desses temas, o <em>duo</em> traz guitarras distorcidas, teclados, e todo o tipo de ruído para desconstruir as bases de forma absolutamente criativa. E é justamente um disco inclassificável, grande e difícil até de se acessar para a maior parte das pessoas (ele não está no <em>Spotify</em>, o monopólio vergonhoso da escuta musical atual), que vai marcar o ano para uma das publicações mais interessantes da cena alternativa. Ou, pelo menos, para uma das publicações que parece <strong>querer</strong> voltar a ser da cena alternativa. Que álbuns como este marquem as decisões artísticas (e críticas) de muitos de nós daqui pra frente. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.5</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>2. <strong>Cameron Winter &#8211; Heavy Metal</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1.png" alt="" class="wp-image-153551952" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ee2a02821c47e5f79483855c4d25d439.1000x1000x1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">É difícil falar sobre <em>Cameron Winter</em> (sobre quem já se falou exaustivamente o ano todo). Gênio? Farsa? <em>Nepobaby</em> superestimado? A minha resposta é bastante simples. É a primeira opção. Não é sempre que podemos utilizar a definição de gênio sem sermos irresponsáveis. Agora podemos. Com apenas 23 anos, o artista nova-iorquino escreve como um veterano, tem a voz de um veterano. Tem a singularidade dos grandes. Ninguém, nem hoje, nem na história do <em>rock alternativo</em>, canta como <em>Cameron</em>. É evidente que podemos associá-lo a atos <em>indie-folk </em>esquisitos clássicos, como (sua referência) <em>Leonard Cohen</em>, <em>Tim Buckley</em>, e por aí vai. Mas <em>Cameron</em> consegue ser único, mesmo dentro desta linhagem. A forma como sofre, e parece inserir este sofrimento em <em>vibratos</em> e falsetes estranhíssimos, é tão irresistível quanto rara. E isso perpassa sua obra, como em <em>Love Takes Miles</em> (sim, a música do ano). Mas se acentua nas baladas de piano do disco, <em>Drinking Age</em> e <em>$0</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta última, depois de uma estrutura mais ou menos fechada em estrofe-refrão, o artista entra numa piração meio inusitada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>God is real, God is real / I&#8217;m not kidding, God is actually real / I&#8217;m not kidding this time / I think God is actually for real / God is real, God is actually real / God is real, I wouldn&#8217;t joke about this / I&#8217;m not kidding this time</em>&#8220;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não vamos nos enganar. A forma desesperada com a qual <em>Winter</em> entrega estes versos só tem comparativo com<em> Jeff Magnum</em> berrando &#8220;<em>I love Jesus Christ&#8221; em The King Of Carrot Flowers, Pts. 2-3</em>&#8220;, no antológico <em>In The Aeroplane Over The Sea</em> – mas vejam: não chegam a ser parecidos os timbres, ou o estilo, mas o conceito. Acho que, para entender este álbum, e a genialidade rara de <em>Winter</em>, precisamos recorrer a este tipo de associação (que não vi ninguém fazer por aí). Com as coisas mais estranhas, deslocadas e radicais da história do <em>rock alternativo</em> – novamente, em conceito, não em similaridades estritamente estilísticas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Falem o que quiser sobre <em>Cameron Winter</em>. Trata-se de um dos maiores, iniciando uma carreira absolutamente disruptiva enquanto rolamos <em>feeds</em> igual idiotas atrás da próxima grande novidade. Aproveitem o <em>Cameron</em>. É a novidade que a gente mais precisava, e que não desaparecerá tão cedo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nota: 9.8</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>1. <strong>Geese &#8211; Getting Killed</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1.png" alt="" class="wp-image-153551960" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/12/4d5a7089573c4c1228f6a133f6de618e.1000x1000x1-1-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">#2: <em>Cameron Winter</em>. #1: sua banda, <em>Geese</em>. Realmente, trata-se de um período avassalador para o artista. Mas, para a <em>Geese</em>, <em>Cameron</em> apenas empresta suas estranhezas para que se encaixem perfeitamente em um arranjo de banda bastante raro. Para ser mais claro, <em>Geese</em> finalmente entrega, mais de 20 anos depois (quando <em>Cameron</em> e seus parceiros de banda estavam nascendo), a tão preconizada &#8220;salvação do <em>rock</em>&#8221; que foi atribuída no início do século aos <em>Strokes</em>. A diferença é nítida. Enquanto os <em>Strokes</em> emulavam bandas como <em>Television</em>, <em>Gang Of Four</em> e <em>Wire</em>, como um pastiche meio melancólico, <em>Geese</em> mergulha neste legado (chegando também ao <em>rock</em> dos anos &#8217;60s e aos <em>Stones</em> dos &#8217;70s) de uma forma totalmente natural. Não como uma repetição nostálgica, mas como uma continuidade. Isso fica claro desde os primeiros acordes de <em>Trinidad</em>, canção que abre o disco. Antes de explodir no icônico refrão (&#8220;<em>There&#8217;s a bomb in my car!</em>&#8220;) o clima de banda tocando ao vivo se estabelece; há algumas &#8220;freadas&#8221; na bateria, e eles não parecem tocar com metrônomo ou se apoiar em pós-produção – tudo soa natural, construído por uma banda <strong>real</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Geese</em> é uma banda. De <em>rock</em>. Tocando de verdade. Errando, ousando, provocando. Acho que nem eu, nem a maior parte daqueles que se sentem arrebatados pela banda de Nova Iorque sabiam o quanto sentiam falta disso. É evidente que há outros grupos explorando estas dinâmicas orgânicas de composição e gravação já há algum tempo (sendo <em>Big Thief</em> o exemplo mais claro). Mas <em>Geese</em> leva isso a um espaço reservado, claramente, a estilos do <em>rock</em>. Passeia por <em>Stones</em>, como na faixa título. Por <em>Beatles</em>, como em <em>Au Pays de Cocaine</em>. Pelo <em>rock</em> britânico &#8220;clássico&#8221; em geral, como em <em>Taxes</em>. E abandona, também, tudo isso ao chegar à infame <em>Long Island City Here I Come</em>, que só pode ser comparada, pela desconjunção geral, a <em>Animal Collective</em>. As métricas impossíveis de <em>Cameron</em> e os arroubos quebrados das percussões da canção tornam essa associação inevitável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o mais legal de <em>Getting Killed</em> é (pasmem) não precisar ficar elencando uma biblioteca de influências para &#8220;entender&#8221; o som. Trata-se de um disco de <em>rock</em>, recheado de guitarras, gritaria, climas tenros (nas &#8220;baladas&#8221;), e por aí vai. O que parece tornar tudo tão único é, além da personalidade absurda de <em>Cameron</em>, a forma como as coisas se encaixam, mesmo no erro. A banda tem circulado demais ao vivo, e é possível ver pela <em>web</em> muitas apresentações que explicam isso tudo que tento dizer, nestas linhas tão tortas quanto os versos de <em>Cameron Winter</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Getting Killed</em> é o álbum do ano. Perdeu, no agregado das listas, para o <em>LUX</em>, de <em>Rosalía</em> (que dispenso comentar), mas isso é só porque ainda estamos nos livrando (ainda que lentamente) daquilo que tenho chamado de &#8220;<a href="https://silencionoestudio.com.br/a-inevitavel-derrocada-do-realismo-pop/">Realismo Pop</a>&#8220;. Queiram ou não, <em>Geese</em> veio pra mudar as coisas. E já mudou. </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Destaques nacionais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como prometido, segue apenas uma breve lista de bandas/projetos nacionais que lançaram trabalhos este ano (ou estão pra lançar) e que acho que vale a pena demais vocês conferirem: <em>BAAPZ</em>, <em>Nigéria Futebol Clube,</em> <em>Fernando Motta, Varanda, Lupe de Lupe, 43duo, Maré Tardia, calvin voichicoski &amp; pelocurto, Janine, Vera Fischer era Clubber, Azymuth (de volta!), Ebony, Celacanto, Clara Bicho, Memórias de Ontem, Jadsa, Mateus Aleluia, Nyron Higor, ursamenor, Escadacima, Tênias de Chinelo, Cayena</em>.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Nota do autor: </strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe mais uma vez o apelo: precisamos qualificar o processo da crítica e do pensamento musical no Brasil. É complicado vivermos de portais que, para sobreviver, precisam fazer uma cobertura amplíssima de tudo. Isso salta aos olhos, especialmente em períodos de listas de fim de ano, que são o espaço para a validação crítica de artistas pequenos. Estes artistas encontram-se, infelizmente, cada vez mais escanteados diante de um tratamento genérico, pouco afeito a trabalhos que exigem um processo mais imersivo em função de suas características experimentais (ou, simplesmente, um pouco fora dos padrões estabelecidos). Por mais que possam ser talentosos e qualificados, não dá mais pra ver artistas como <em>Zé Ibarra</em> ou <em>Gaby Amarantos</em> em seleções de portais &#8220;<em>indie</em>&#8220;. Qual é o critério destas seleções? quem é <em>indie</em> e quem já tem uma estrutura (de selo, empresariado e divulgação paga) para se destacar? Seria bom delimitarmos as coisas, e abrirmos espaços para quem realmente anda precisando ter seu trabalho descortinado, analisado e contextualizado.   </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem muito mais coisa para listar e dizer. Mas por ora, chega!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feliz 2026.</p>
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		<title>Não foi revival. E foi épico</title>
		<link>https://silencionoestudio.com.br/resenha-stereolab-instant-holograms-on-metal-film/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tem Que Ouvir]]></category>
		<category><![CDATA[discografia]]></category>
		<category><![CDATA[indie rock]]></category>
		<category><![CDATA[instant holograms on metal film]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[rock alternativo]]></category>
		<category><![CDATA[stereolab]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos, a histórica banda se reinventa e entrega um disco fresco, atual e perfeito. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1.jpg" alt="" class="wp-image-153550125" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ebbfc5111c3da4db3125f976d8c24ac2.1000x1000x1-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu já tinha até esquecido a sensação. Como é sua banda favorita lançar um disco foda? Acho que a última vez que vivi isso foi em 2009 quando, obcecado por <em>Animal Collective</em>, recebi o <em>Merriweather Post Pavillion</em> – uma obra prima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é que eu não tenha bandas favoritas surgidas depois disso. Mas são poucas, e das quais infelizmente espero mais um hiato ou uma ruptura do que um novo álbum genial (uma rara exceção talvez seja a <em>Big Thief</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <em>Stereolab</em> voltou com seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos. A banda nunca terminou oficialmente, então isso não constitui um revival. Mas o meu ceticismo vinha de outro lugar. Como todos já devem saber a essa altura, <em>Stereolab</em> é uma banda muito singular, ao mesmo tempo que eclética. É a banda que consegue a raridade de mudar radicalmente de estilo e, ao mesmo tempo, manter uma assinatura inconfundível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essas e outras, algumas coisas da banda, especialmente depois da morte de <em>Mary</em> <em>Hansen</em> em 2002, soam meio repetitivas. Por essas e outras também, eu sempre digo que a banda não nunca se apoiou exclusivamente nos álbuns de carreira pra soltar o seu melhor e mais diverso. Já falei isso em um <a href="https://silencionoestudio.com.br/stereolab-discografia-comentada/">estudo exaustivo publicado neste site no início do ano</a>. No entanto, em 2025, com mais de 30 anos de carreira, a banda solta um disco que certamente poderá ser listado entre seus melhores álbuns oficiais (junto com <em>Emperor Tomato Ketchup</em> ou <em>Dots And Loops</em>). E eu não tô brincando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso se dá, em partes, porque a banda realmente se reinventa aqui. Traz camadas menos repetitivas de <em>loops</em>, as guitarras estão mais marcadas e &#8220;cruas&#8221;, algumas músicas tem um &#8220;falso fim&#8221; (sendo seguidas por uma espécie de epílogo instrumental), etc, etc. Ou seja, há novidades aqui. Que já começam em <em>Aerial Troubles</em>, canção que reproduz o jogo vocal que <em>Laetitia</em> fazia com <em>Hansen</em>, mas com um arranjo bem mais direto e reto, com a guitarra explorando um <em>riff</em> melódico chicletudo durante quase toda a música. A canção também é responsável por um videoclipe magnífico em IA – até a presente data, a melhor produção audiovisual que já vi sendo feita com plataformas de inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O disco segue maravilhoso, sem pontos fracos. Se <em>Electrified Teenybop!</em> resgata a sinfonia de <em>synths</em> que se ouviu em EPs da banda como <em>Space Age Bachelor Pad Music</em>, canções como <em>Transmuted Matter</em> e <em>Flashes From Everywhere</em> entregam melodias e refrões melódicos inesquecíveis. Essa última retoma o talento melódico da banda para acessar o <em>big pop</em> dos anos &#8217;60 de um jeito até novo. <em>Esemplastic Creeping Eruption</em> é outra canção onde a guitarra exerce papel central, de forma relativamente diferente do restante da carreira da banda. Outro grande destaque é <em>If You Remember I Forgot How To Dream Pt. 1</em>, um <em>pizcatto-indie</em> que sustenta um dos conceitos mais mágicos do disco – se a banda segue abordando temas sociais inspirados por seu comunismo fervoroso (sim!), isso se dá porque eles não esqueceram como sonhar. Aulas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">I<em>nstant Holograms on Metal Film</em> traz a façanha de ser um álbum que serve de catálogo de quase todas as sonoridades que o <em>Stereolab</em> já nos apresentou, ao mesmo tempo em que faz isso tudo soar diferente, por mudanças significativas em arranjos, melodias e estruturas. É certamente o melhor disco da banda desde a década de 90, e mostra que bandas veteranas não precisam fazer a mesma música por 30 anos, ou ficar criando rupturas e revivals para se mostrarem gigantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do alto de sua (nunca abandonada) independência, <em>Stereolab</em> se consolida como um desses grupos históricos, que desafiam o tempo.</p>



<iframe loading="lazy" width="100%" height="150" src="https://odesli.co/embed/?url=https%3A%2F%2Falbum.link%2Fi%2F1802636797&#038;theme=dark" frameborder="0" allowfullscreen sandbox="allow-same-origin allow-scripts allow-presentation allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox" allow="clipboard-read; clipboard-write"></iframe>
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		<title>Os Lançamentos da Semana: 17 a 23 de maio de 2025</title>
		<link>https://silencionoestudio.com.br/lancamentos-da-semana-17-a-23-de-maio-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silêncio no Estúdio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 12:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[...And Oceans]]></category>
		<category><![CDATA[(G)I-DLE]]></category>
		<category><![CDATA[Baekhyun]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Biazin]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãs de Pau]]></category>
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		<category><![CDATA[Lançamentos da Semana]]></category>
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		<category><![CDATA[stereolab]]></category>
		<category><![CDATA[Taj Mahal & Keb' Mo']]></category>
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		<category><![CDATA[X:IN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os lançamentos da semana estão Stereolab, Morcheeba, Sparks, Carol Biazin, Raimundos, Irmãs de Pau, Moontype, Joe Jonas, i-dle, X:IN, Baekhyun, RIIZE, Taj Mahal &#038; Keb' Mo', ...And Oceans, Onslaught e Witchcraft.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><a href="https://album.link/fi/i/1802636797">Stereolab – Instant Holograms on Metal Film</a></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-62.png" alt="" class="wp-image-153550090" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-62.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-62-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-62-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Novo trabalho com faixas inéditas da fase clássica da banda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Post-rock / French Pop – 🇬🇧🇫🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1791123089">Morcheeba – Escape the Chaos</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-63.png" alt="" class="wp-image-153550091" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-63.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-63-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-63-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Trip hop / Downtempo – 🇬🇧</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><a href="https://album.link/i/1793746885">Sparks – MAD!</a></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-64.png" alt="" class="wp-image-153550092" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-64.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-64-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-64-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Art pop / Rock alternativo – 🇺🇸</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1814449051">Carol Biazin – No Escuro, Quem É Você?</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78.png" alt="" class="wp-image-153550109" style="width:400px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78.png 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78-150x150.png 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78-768x768.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-78-600x600.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pop / R&amp;B – 🇧🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1814155559">Raimundos – XXX</a></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-66.png" alt="" class="wp-image-153550095" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-66.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-66-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-66-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Hardcore / Punk rock – 🇧🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1813547562">Irmãs de Pau – Gambiarra Chic, Pt. 2</a></strong></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-67.png" alt="" class="wp-image-153550096" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-67.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-67-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-67-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Funk / Hip-hop – 🇧🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1797332757">Moontype – I Let The Wind Push Down On Me</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-68.png" alt="" class="wp-image-153550097" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-68.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-68-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-68-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Indie rock / Dream pop – 🇺🇸</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1803502410">Joe Jonas – Music for People Who Believe in Love</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="397" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-69.png" alt="" class="wp-image-153550098" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-69.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-69-300x298.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-69-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pop – 🇺🇸</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><a href="https://album.link/fi/i/1810452962">i-dle &#8211; We are</a></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-77.png" alt="" class="has-border-color has-palette-color-5-border-color wp-image-153550108" style="border-width:1px" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-77.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-77-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-77-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">K-Pop – 🇰🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><a href="https://album.link/fi/i/1813839280">X:IN – Defend Myself</a></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-70.png" alt="" class="wp-image-153550099" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-70.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-70-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-70-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">K-Pop – 🇰🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1811564481">Baekhyun – Essence of Reverie</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-71.png" alt="" class="wp-image-153550100" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-71.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-71-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-71-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">K-Pop – 🇰🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1813453693">RIIZE – Odyssey</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-72.png" alt="" class="wp-image-153550101" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-72.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-72-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-72-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">K-Pop – 🇰🇷</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1792305379">Taj Mahal &amp; Keb&#8217; Mo&#8217; – Room on the Porch</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-73.png" alt="" class="wp-image-153550102" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-73.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-73-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-73-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dois gigantes do blues se unem em um álbum acústico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Blues – 🇺🇸</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1792931822">…And Oceans – The Regeneration Itinerary</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-74.png" alt="" class="wp-image-153550103" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-74.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-74-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-74-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Symphonic black metal – 🇫🇮</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1798774253">Onslaught – Origins of Aggression</a></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-75.png" alt="" class="wp-image-153550104" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-75.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-75-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-75-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Thrash metal – 🇬🇧</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><a href="https://album.link/fi/i/1793808189">Witchcraft – Idag</a></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="400" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-76.png" alt="" class="wp-image-153550105" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-76.png 400w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-76-300x300.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-76-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Doom metal – 🇸🇪</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>The post <a href="https://silencionoestudio.com.br/lancamentos-da-semana-17-a-23-de-maio-de-2025/">Os Lançamentos da Semana: 17 a 23 de maio de 2025</a> appeared first on <a href="https://silencionoestudio.com.br">Silêncio no Estúdio</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Welcome to Stereolab. Eu serei o seu guia</title>
		<link>https://silencionoestudio.com.br/stereolab-discografia-comentada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 12:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[abc music]]></category>
		<category><![CDATA[bbc]]></category>
		<category><![CDATA[discografia]]></category>
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		<category><![CDATA[the radio sessions]]></category>
		<category><![CDATA[variedades]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://silencionoestudio.com.br/?p=153548259</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mais um capítulo da "odisseia Stereolab" no Silêncio no Estúdio. Com direito a um infográfico exclusivo!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r.jpg" alt="" class="wp-image-153548615" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r.jpg 1000w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r-300x300.jpg 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r-150x150.jpg 150w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r-768x768.jpg 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cover_1542072024_r-600x600.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mentira. Não serei não. Ou já sou e não caiu a ficha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realidade é que a discografia da banda é tão difícil de navegar que, nas poucas ocasiões em que escrevi especificamente sobre seus discos, me enchi de ressalvas e apontei, antes de tudo, as dificuldades. Agora já era. Este texto é mais um passo da minha odisseia <em>stereolabiana</em> no <em>Silêncio no Estúdio</em>. Ao final dele recapitulo o quê já foi escrito por mim sobre a banda nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das primeiras regras a respeito de <em>Stereolab</em> é que nem sempre os álbuns oficiais de estúdio incluirão as maiores pedradas. Inclusive, a banda tem apenas 10 álbuns de estúdio entre 1992 e 2010, conforme as informações do perfil da banda no <em>Wikipedia</em>&#8211; a conta parece bater com as minhas referências cruzadas com <em>site</em> oficial da banda e <em>Bandcamp</em>. Ou seja, são menos álbuns oficiais do que coletâneas, singles e <em>EPs</em>, e variações. Sobre as coletâneas, como já expliquei anteriormente, a própria banda facilitou nosso trabalho desde o início com a série <em>Switched On</em> (sim, o título é uma referência à <em>Switched On Bach</em>, da pioneira da música eletrônica <em>Wendy Carlos</em>). Com 5 volumes, a série agrega praticamente tudo o que foi lançado como <em>Lado B</em> e &#8220;sobra de estúdio&#8221; em mini álbuns ao longo de toda a carreira da banda. Eu já falei sobre o <em>Switched On Vol. 4</em> <a href="https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-87/">aqui</a> e, depois disso, a banda lançou o <em>Vol. 5</em> e também um <em>box</em>, ano passado, com todas as 5 edições. Trata-se de um catálogo certamente mais volumoso e complexo do que a própria discografia oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é claro que essa série de coletâneas guarda pérolas e mistérios inenarráveis. Mas hoje meu foco é outra coletânea, não menos surpreendente. Lançada em 2002, a <em>ABC Music</em> reúne uma década de apresentações da banda nos legendários programas de <em>John Peel</em> e <em>Mark Radcliffe</em>, na rádio <em>BBC 1</em>. É um <em>CD</em> duplo, lançado somente neste formato (não está nos <em>streamings</em>, inclusive), e que atravessa as melhores fases da banda. Eu tendo a gostar mais do <em>CD</em> 2, que parte da fase <em>Emperor Tomato Ketchup</em> (pós 1996, portanto), mas o primeiro <em>CD</em> nos premia com algumas das melhores versões de clássicos como <em>Peng 33</em>, <em>John Cage Bubblegum</em> e <em>Changer</em>, com destaque para as duas versões diferentes de <em>Wow and Flutter</em>, uma das canções quintessenciais do grupo (com seu arranjo impecável e letra <strong><em>materialista histórica</em></strong> até a medula*). O segundo <em>CD</em> tem um feito impressionante em <em>Brigitte</em>. A canção, previamente lançada como <em>Lado B</em> de <em>Cybele’s Reverie</em>, ganha seu arranjo definitivo aqui. É uma das minhas favoritas de todo o catálogo da banda. Imperdível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fim e ao cabo, é muito louco que <em>ABC Music</em> se trate de um álbum ao vivo. Ouvimos a banda tocar como se fosse no estúdio com <em>overdubs</em>, tamanha a qualidade das performances e mixagens. Certamente não se trata de um álbum ao vivo qualquer. É também uma pérola escondida, que vale a pena até para os ouvintes estreantes em <em>Stereolab</em>, em função da amplitude da <em>tracklist</em> e da efetividade de sua curadoria. Acredito que a banda tenha compilado nesta coletânea, de forma bem sucinta e coerente, o melhor de sua fase inicial. Que corre, mais ou menos, de 1991 a 1994 (ou seja, basicamente o período que o <em>CD</em> 1 abrange). Apesar de, como dito, eu gostar mais da fase &#8220;tardia&#8221; da banda (pós 1996), seus primeiros anos aparecem aqui de forma muito bem colocada. Especialmente para quem ainda não ouviu nada de <em>Stereolab</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tive a sorte de encontrar o disco em um post comentado no excelente <em>blog</em> <em><a href="https://pequenosclassicosperdidos.com.br/2017/07/14/stereolab-abc-music-the-radio-1-sessions-2002/">Pequenos Clássicos Perdidos</a></em>. Lá o pessoal separou a <em>tracklist</em> pelas apresentações no <em>John Peel</em> e <em>Mark Radcliffe</em>. O link que coloco a seguir para audição não é tão detalhado, mas dispõe a <em>tracklist</em> com a minutagem na descrição do vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Stereolab - ABC Music: The Radio 1 Sessions [FULL]" width="1290" height="968" src="https://www.youtube.com/embed/KdFFtEIm2f8?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*I though IBM was born with the world,<br>The US flag would float forever,<br>The cold opponent did pack away,<br>The capital will have to follow,<br>It&#8217;s not eternal, imperishable,<br>Oh yes it will go,<br>It&#8217;s not eternal, imperishable,<br>The dinosaur law</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Look at the symbols, they are alive,<br>They move evolve and then they die</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Versos da obra-prima Wow and Flutter. </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os signos e o movimento do capital passarão. <em>Stereolab</em> não.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Epílogo (Importante)</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Como prometido no início do texto, agora preciso organizar a catalogação. Falei da banda pela primeira vez na newsletter #87, na ocasião do lançamento do <em>Switched On Vol. 4</em>, em 2021: <a href="https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-87/">https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-87/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo depois, fiz um <em>review</em> (que me agrada muito, modéstia à parte) do álbum <em>Emperor Tomato Ketchup</em> na newsletter #104: <a href="https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-104/">https://silencionoestudio.com.br/newsletter-silencio-no-estudio-vol-104/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a complexidade que a pesquisa para esse texto acabou tomando, resolvi fazer algo um pouco ousado como complemento (obrigado pela ideia de maluco, tá Christian?!). Um gráfico com todas as <em>tracks</em> do <em>ABC Music</em> e suas relações- em que outros álbuns elas aparecem, datas, etc. Perdoem o mau design e quaisquer eventuais errinhos, mas o que importa aqui é o esforço e a importância de catalogar o <em>Stereolab</em>. Seria interessante fazer um enorme gráfico de rede como este, só que com toda a discografia da banda. Um trabalho colossal. Alguém se habilita?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ps- Clique nas imagens para ampliá-las.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="4200" height="2550" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1.png" alt="" class="wp-image-153548585" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1.png 4200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-300x182.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-1024x622.png 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-768x466.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-1536x933.png 1536w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/1-2048x1243.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 4200px) 100vw, 4200px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="4200" height="2550" src="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2.png" alt="" class="wp-image-153548586" srcset="https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2.png 4200w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2-300x182.png 300w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2-1024x622.png 1024w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2-768x466.png 768w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2-1536x933.png 1536w, https://silencionoestudio.com.br/wp-content/uploads/2025/01/2-2048x1243.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 4200px) 100vw, 4200px" /></figure>



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